segunda-feira, 21 de abril de 2008

Mitologia dos Orixás

PRANDI, R. Mitologia dos Orixás. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.



"Esse novo segmento, que em geral associa culturalmente religião com a palavra escrita, encontrou nos mitos explicações e sentidos para as práticas e concepções do condomblé, descobrindo que o mito está impregnado nos objetos rituais, nas cantigas, nas cores e desenhos das roupas e colares, nos rituais secretos de iniciação, nas danças e na própria arquitetura dos templos e, marcadamente, nos arquétipos ou modelos de comportamento do filho-de-santo, que recordam no cotidiano as características e aventuras míticas do orixá do qual se crê descender o filho humano." [p. 19]

EL.: na concepção da tradição religiosa africana, uma característica que a distingue em grande parte, é o fato de sua mitologia estar presente em todas as esferas que constituem a religião. Os mitos são passados oralmente mas, muitas vezes, é utilizada uma linguagem que não é verbal e nem oral e que está presente nos aspectos que se percebem visualmente, e que funcionam como alegorias. Além dessa linguagem, existe nas danças uma linguagem corporal que, em conjunto com todos os outros elementos da religião de matriz africana, é eficaz na trasmissão dos mitos.


segunda-feira, 14 de abril de 2008

Juventude

MINAYO, M. C. S. et al. Fala galera: juventude, violência e cidadania na Cidade do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Garamond, 1999

" O cidadão é ao mesmo tempo um personagem do mundo moderno e um papel social que se realiza e se reatualiza enquanto o sujeito exerce seus direitos e obrigações, como indivíduo e ator social ..." p. 191

"Liberdade de ir e vir, de escolher onde morar, onde trabalhar e a possibilidade de livre expressão foram os primeiros direitos reconhecidos, contrapondo-se à submissão medieval das diferentes classes de pessoas a uma ordem feudal hierárquica, corporativista e localista..." p. 191-192

V.L Décadas se passaram dos acontecimentos e questionamentos da era medieval ou a tão repressora ordem feudal. Mas, o que se parece é que o homem, a sociedade sonhando com o tal avanço tecnólogico e consequentemente social estagnou com relação a alguns pensamentos. Por mais, que seja legal o cidadão ter o direito de ir e vir, de se expressar quanto sujeito brasileiro, é isso que a realidade nos mostra? Ora, me parece que a moda de nossa atualidade é a hipocrisia, se o cidadão tivesse realmente esses direitos voltados para a sua vida social, o Jovem da Baixada Fluminense seria ouvido pela sociedade e não alvo de notícias deturpadoras e sensacionalistas.
O que me parece é que a Lei voltada aos direitos existe como um conto de fadas, produzido pela Disney, tudo é tão belo, tão lindo e no final tudo acaba bem. Muitas ONg's, instituições jurídicas dizem que a liberdade de escolha, de ir e vir é direito de todos mas, as forças fantasmas, opressoras da sociedade fazem ou tentam fazer com que esses jovens não se sintam libertos para exercer tão função.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

A Mídia e o Jovem da Baixada Fluminense.

"A mídia apresenta uma imagem ideal do jovem, com atributos de beleza, saúde e alegria. Esse padrão corresponde perfeitamente ao perfil do jovem de camadas médias. Há, no entanto, uma outra juventude, pobre, que na retórica da mídia, passa a ser representada como delinquente, drogada e criminosa. O discurso sobre esses jovens, moradores das periferias ou favelas, pelos meios de comunicação, está associado frequentemente à questão da marginalidade. Dessa forma, os meios de comunicação, que muitas vezes têm a função de denunciar situações de desrespeito aos diretos de cidadania, também contribuem para a construção e manutenção dos estereótipos negativos dos jovens pobres, trantando-os como "criminógenos". ( MINAYO, p. 19).

R.L. Esta sem dúvida é uma grande problemática da modernidade, visto que a mídia através do poder do discurso e dos recursos tecnologicos na propagação de imagens, focaliza muitas das vezes os aspectos negativos de uma região ou de uma população, sendo estes fatores determinantes para o aumento significativo da exclusão social e da discriminação. Portanto, um jovem pobre não deixa de ser simplesmente jovem devido a sua condição socioeconômica, assim ao se querer separar as características dos jovens ricos dos jovens pobres, criam-se as segregações sociais.

Referência Bibliográfica:

MINAYO,M.C.S. Fala galera: juventude,violência e cidadania na cidade do Rio de Janeiro. RJ: Gamamond,1999.

domingo, 6 de abril de 2008

Juventude

Juventude Brasileira e Democracia: participação , esferas e políticas públicas

"... Sem dúvida, a "juventude" é apenas uma palavra (Bourdieu, 1983) caso não se busque compreendê-la como categoria em permanente construção social e histórica, incorporando a complexibilidade da vida - em suas dimensões biológicas, sociais, psíquicas, culturais, políticos, e conômicas etc. - que organizam as múltiplas maneiras de viver a condição juvenil." p.7

V. L Proporcionar voz e oportunidades de compreensão ao jovem, é ou deveria ser um dever de todos e da sociedade. Estigmatizar, ou classificar alguém ou algum grupo é desenvolver a alienação e o preconceito. Esses jovens, possuem características únicas e muito abrangentes, características essas que muitas das vezes são mascaradas por pressões mais "poderosas" da sociedade.

"... Em grande medida, as generalizações sobre a "apatia juvenil" são agravadas peloa insuficiência das pesquisas que permitam com alguma precisão apreender e interpretar as situações pelas quais os (as) jovens, em diferentes contextos e condições econômicas e sociais, expressam processos de recusa, impossibilidades ou mesmo apontam para novas práticas de participação de solidariedade e conflito que já praticam ou com as quais aceitaram se envolver." p.9