"A mídia apresenta uma imagem ideal do jovem, com atributos de beleza, saúde e alegria. Esse padrão corresponde perfeitamente ao perfil do jovem de camadas médias. Há, no entanto, uma outra juventude, pobre, que na retórica da mídia, passa a ser representada como delinquente, drogada e criminosa. O discurso sobre esses jovens, moradores das periferias ou favelas, pelos meios de comunicação, está associado frequentemente à questão da marginalidade. Dessa forma, os meios de comunicação, que muitas vezes têm a função de denunciar situações de desrespeito aos diretos de cidadania, também contribuem para a construção e manutenção dos estereótipos negativos dos jovens pobres, trantando-os como "criminógenos". ( MINAYO, p. 19).
R.L. Esta sem dúvida é uma grande problemática da modernidade, visto que a mídia através do poder do discurso e dos recursos tecnologicos na propagação de imagens, focaliza muitas das vezes os aspectos negativos de uma região ou de uma população, sendo estes fatores determinantes para o aumento significativo da exclusão social e da discriminação. Portanto, um jovem pobre não deixa de ser simplesmente jovem devido a sua condição socioeconômica, assim ao se querer separar as características dos jovens ricos dos jovens pobres, criam-se as segregações sociais.
Referência Bibliográfica:
MINAYO,M.C.S. Fala galera: juventude,violência e cidadania na cidade do Rio de Janeiro. RJ: Gamamond,1999.
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