quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Negras, mulheres e mães: lembranças de Olga de Alaketu


BERNARDO, T. Negras, mulheres e mãe: lembranças de Olga de Alaketu. SãoPaulo: EDUC; Rio de Janeiro: Pallas, 2003.

"Na realidade, um dos elementos fundantes da etnicidade é a memória coletiva. Dessa forma, a identidade étnica não aponta para o passado, pois a memória movimenta-se de acordo com o seu tempo reversível. Mais precisamente, a reversibilidade da memória se traduz pela chamada do presente, ida ao passado, retorno ao presente. Assim, se a memória coletiva é viva, a etnicidade também o é, pois se encontra em constante movimentação, apontando para o fututo, como quer Fischer (1986)." [p. 17]
EL.: Neste contexto, a memória foi e continua sendo um elemento importante na manutenção da cultura africana no Brasil, pois é ela que traz o pertencimento com a etnicidade e é representada muito fortemente através dos mitos. Os mitos traduzem essas memórias porque podem ser contados através do tempo, e incitam um retorno às tradições, mas sem sair do presente.

"No entanto, outros fatores socioculturais-econômicos além da tradição oral parecem ser responsáveis pela importância atribuída pela mulher negra à sua memória, especialmente, quando uma delas diz: "Ah! Eu tenho muitas coisas para te contar, a minha vida sempre foi cheia de coisas boas, ruins, importantes... lembro de tudo. Eu que fiz tudo!" (Mulher negra, 70 anos, costureira, 2000)" [p. 33]
EL.: Podemos dizer que a memória, a tradição oral é característica da mulher negra pois ela é e foi autora de suas ações e teve autonomia na sua trajetória; o que percebemos na fala "eu fiz tudo". Diferentemente da mulher branca que apenas viveu submetida aos espaços do homem e com funções à ela impostas.

"É no solo brasileiro que frutificará o candomblé, a terra-mãe como metáfora para os africanos e seus descendentes. Se o candomblé representa a terra-mãe, que, por sua vez, possui os seus significados ligados ao feminino, essa expressão religiosa, ao representá-la, ganha todas as suas significações. É nesse sentido que a grande sacerdotisa do candomblé é chamada de mãe-de-santo." [p. 52]

"Todas essas mudanças são possíveis, também, porque Iansã representa o vento (ar) e tem origem na água. Segundo Mircea Eliade, as águas simbolizam a estabilidade das virtualidades, a matriz de todas as possibilidades da existência. Da mesma forma, entende-se o ar. Nessa perspectiva é que se pode compreender as diferentes formas que Iansã assume, referidas aos diferentes papéis que a mulher negra teve que desempenhar ao longo da sua história, na África e no Brasil, para vencer os obstáculos existentes, para assegurar a manutenção de seu povo." [p. 74]

"Sem dúvida nenhuma, Iroco tem uma raiz tão imensa e tão forte que emociona vê-la. Essa força, que propicia solidez sobre a terra, parece ter a ver com a cultura africana, cujos elementos movimentam-se na subterraneidade das comunidades afetivas, nas redes informais, para não morrer, para permanecer viva." [p. 78]

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Juventude

SPOSITO, Marília Pontes; CARRANO, Paulo César Rodrigues. Juventude e políticas públicas no Brasil. Rev. Bras. Educ. n. 24 Rio de Janeiro set. / dez. 2003.

Dito de outra forma, a conformação das ações e programas públicos não sofre apenas os efeitos de concepções, mas pode, ao contrário, provocar modulações nas imagens dominantes que a sociedade constrói sobre seus sujeitos jovens. Assim, as políticas públicas de juventude não seriam apenas o retrato passivo de formas dominantes de conceber a condição juvenil, mas poderiam agir, ativamente, na produção de novas representações. (p.2)

V.L. Os programas de políticas públicas a princípio poderiam realizar significaticas trasnformações se não em sua maioria, tivesse por intencioalidade um não compremetimento e nenhuma verdadeira vontade de mudança. Dessa forma, se constrói caminhos importantes para a juventude mas, não há uma efetiva realização propiciando cada vez mais, a falta de oportunidades e de confiança.

Juventude

FREITAS, Maria Virgínia de; PAPA, Fernanda de CArvalho; (org.) Políticas públicas: juventude em pauta. São Paulo.Cortez: Ação Educativa Assessoria, Pesquisa e Informação: Fundação Friedrich Ebert, 2003.

Projetos socias difiridos aos jovens tornan-se pontes para um determinado tipo de inclusão social, para jovens moradores de certas áreas marcadas pela pobreza e pela violência das cidades. Contudo, é preciso refeltir sobre os efeitos socias qe nem sempre são analizados... (p.124)

V.L. De que nós adianta estarmos inseridos numa sociedade como alienados, sem procurar perceber os reais meios que estão por trás desses inúmeros projetos aparentemente salvadores. Políticas assinstencialistas são criadas como "tapar o sol com a peneira", preocupa-se com a teoria, com que palavras são formadas para fazer valer determinado projeto mas, não se visa a prática e muito menos se procura entender e ouvir os jovens.