segunda-feira, 9 de março de 2009

Filme: Cinderelas, lobos e um príncipe encantado.




O filme vai do nordeste brasileiro a Berlim, buscando entender os imaginários sexuais e raciais da jovens, que se arriscam num caminho até a Europa, para mudar de vida ou encontrar seu príncipe encantado, e que compõem uma realidade de 900 pessoas traficadas para fins de exploração sexual e 1,8 milhões de crianças vítimas de pornografia e turismo sexual.

Direção: Joel Zito Araújo


JUVENTUDE


Cena: Taxista enquanto dirigia o carro, explicava como o turismo sexual cada vez mais é "praticado" por meninas (crianças) que geralmente ficam nos sinais de trânsito a procura de um turista europeu.

V.L. Diante dos caminhos que norteiam o "ser jovem" no Brasil, discriminações e estereótipos voltados para a juventude, facilitam a criação de “válvulas de escapes”, ou seja, a inserção no turismo sexual, visando a inclusão na sociedade.
O preconceito racial e juvenil tão pertinente em nosso cotidiano, faz com que jovens meninas negras sonhem e almejam uma perspectiva de vida na Europa não alcançada em seu meio social.
EDUCAÇÃO
Cena: Mulher fala do seu sonho de fazer enfermagem, mas que já era tarde para voltar a estudar.

D.M. O filme documentário de Joel Zito aborda questões sobre o turismo sexual no Brasil, onde na maioria são mulheres negras e jovens em volto a miséria e as mazelas originárias de um sistema excludente, o que faz da prostituição uma das formas de se sobreviver no Brasil. Muitas veem seus sonhos perdidos por falta de inúmeras coisas, e uma delas é falta do que comer e de oportunidades. A mulher a quem me refiro na cena tem (ou tinha) o sonho de ser enfermeira. Almeja uma vida melhor para ela e seus familiares; quer trabalhar, educar-se! Mas se vê impedida perante a falta. observa-se aí a vontade de ir para a escola e ter uma carreira profissionalizante, desmistificando que o pobre não quer estudar. Essa visão está no imaginário brasileiro insinuadas pelos ideais de branqueamento que coloca o negro e o pobre no patamar de desinteressado seja por trabalho, seja por estudo... em fim, camuflando a questão histórica e social do ser.

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